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"To Be Smoked With You"

"Há almas que se apresentam por telefone. Como se a ligação com o Além pré-Eastwood, pré-Love Hewitt e pré-Germain fosse feita assim, pela rede fixa.

Com problemas de cobertura, em linha de cobre, tão perigosa para o ambiente e sobretudo para a audiência.


A toxicidade daquela chamada não foi medida. Disseram-lhe que era indiferente, que nem valia a pena. Ninguém quis chamar o ENEM para socorrer aquele que se esvaía em fumo. Para quê? Como é que se apanha o fumo?


Como é que se beija o fumo, como que se lhe sara as feridas? .... "


Para lerem o resto do texto que o Rui publicou no blog, vejam em http://iseedead-people.blogspot.com/

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[Novo post no blog] "Bliss my ride"

Desde que percebi que sou alérgico a semáforos, tenho andado muito de táxi. O que tem dado para conhecer algumas personagens irrequietas e algumas delas, quase novos messias daquilo que será a nova ordem mundial, não sei se da Era de Aquário, até porque tenho um feeling que aquele primeiro taxista das nove, era escorpião.

Tenho sido levado para sítios e esta, é uma nova realidade para mim. Quase erótica. Mas não muito. Até porque há qualquer coisa no ruído constante da central de táxis e a palavra "colega" que considero serem ligeiros "turn offs".

Num destes dias, conheci o Manel. O Manel dizia-me com imensa verdade naqueles olhos pequeninos e aquosos que há vários anos, não tinha um dia que lhe tivesse corrido mal.

Inquiri : "Mas de certeza, que entretanto, já teve aqueles dias horríveis, como toda a gente".

Ah...toda a gente, essa extraordinária expressão que no fundo, não se refere a ninguém em geral mas em todos em particular e que é usada, lá está, por toda a gente, para corroborar afirmações várias e de salutar generalidade.

Já apreciei mais.

Ao que me respondeu : "Claro que já tive problemas, mas sinceramente? Já não ligo muito, são momentos que ao fim de anos não contam quando olho para a vida, o que me faz chegar sempre feliz a casa. Como é que posso chegar de outra maneira?".

E de facto, como é que pode chegar de outra maneira?

Andamos por aqui uns a sofrer por amor, porque o perdemos, outros porque o rejeitámos. Uns porque sentimos que estamos a ser prejudicados e atacados por uma série de personagens invisíveis, alguns porque simplesmente são atacados da cabeça e têm a mania da perseguição.

Estava a ter um verdadeiro dia de merda. O típico dia, que esse senhor, ou melhor, o Manel, dizia que jamais vivia.

E invejei-o. Invejei-o principalmente, por saber relativizar e pôr-se primeiro. E depois, por ouvir Romântica FM com um ar de genuíno contentamento.

Talvez fosse mentiroso-compulsivo ou cleptomaníaco, com uma incrível colecção de piaçabas escondida no armário dos fundos lá de casa, furtados em ocasiões diversas, mas com especial incidência em festas de amigos da filha.

Não sei. Talvez fosse tudo uma fachada que usa com os clientes. Mas aquele homem, pareceu-me genuinamente feliz.
Notava-se no sorriso fácil, na maneira como os olhos se enterneciam quando falava da filha e também no ar descomplexado com que dizia que o destino o tinha feito ser taxista.
Tudo mudara no dia em que o pai lhe dera um taxi pequenino - contou-me - naquele momento, sentiu um chamamento. Soube.
Não me explicou se já na altura, tinha sido da Retalis. Mas duvido.

Disse-lhe adeus, agradeci-lhe, saí do carro e entrei em casa contente.

Afinal, às vezes para ter dias bons, basta andar de táxi.
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[Novo post no blog] "Um dia ressonei e fiquei ludopata"

O Rui escreveu um novo post no seu blog:

Há sono no meu quarto que não é meu. Sono disfrutado, diga-se. Há quem ressone, resfolegue, se vire na cama e diga coisas vagas durante o sono como : "abacaxi", "palmol" e "são trezentos maria, trezentos".


O aleatório diverte-me. Agora, podia fazer uma analogia bonita com slotmachines, mas não estou a escrever a biografia da Marina Mota nem a reler o Jogador.

Seja como for, gosto da aleatoriedade da vida. Especificamente, esta altura algures entre o rem e o ram, e alpha e beta e o omega, onde as pessoas dizem coisas sem qualquer tipo de nexo.

São pequenas bolhas de ar vindas do subconsciente.

Juro que tinha uma amiga que gritava "morcela" a meio da noite. E ouvi histórias de quem dissesse que ia ser morto por uma posta de pescada gigante. Sim, durmi entre 2006 a 2008 com alguém que tinha um distúrbio alimentar. Gosto de gordas. Qual é o problema?

Que parvoíce, não gosto nada. Apenas gosto de poder dizer obesidade mórbida muitas vezes. Porque se pensarmos nisso, quando é que podemos utilizar as palavras, mórbida e obesidade, no dia-a-dia? Não é possível. Daí a minha ligação à Ivone. Sou uma pessoa determinada.

Agora que penso nisso, sempre que vou ao Casino de Lisboa, fico deprimido. Porque tenho a perfeita noção de que aquelas velhinhas estão a torrar as reformas, os homens de meia-idade, os lápis HB dos filhos e as senhoras com implantes mamários e roupas reduzidas, a paciência do barman que lhes quer vender um panaché.

É perturbador. Não, o panaché. Mas a realidade paralela que ali se vive. É interessante, imaginar que existem outras dimensões e que a minha empregada é no fundo, um alien fugido ao SEF, mas, às 16h, num qualquer casino português, vê-se a miséria com cores brilhantes e com limite mínimo de idade.

Não só miséria stricto senso, mas miséria humana. As caras de quem se senta, hora após hora em frente a uma daquelas máquinas vai sendo sugada. E os ordenados, e os subsídios de férias e o dinheiro que o filho escuteiro amealhou com a venda das bolachas que fez com a mãe no domingo passado.

Não falo dos rapazes e raparigas que vão ao casino de vez em quando. Ganhar umas coisas. Gastar 1/4 da mesada em bebidas e más apostas. Falo, de quem não consegue suportar a luz meia de talho de uma ecológica lâmpada fosforescente do candeeiro lá de casa, e precise de toda um gama de cerejas, cifrões e patos (porquê patos?).

Incrível, como as portas giratórias são para alguns, o mesmo que para nós é ter um orgasmo.

Por trás delas, estão mesas de blackjack, roleta, jogos electrónicos vários, croupiers, cores, bebidas e campainhas. Muitas campainhas.

Não desgosto do imaginário. Já a ludopatia, não a convidava para um café.

Conheço gente que já ficou com a vida virada do avesso, por gostar de luzes a piscar.

E muito provavelmente, vou ter a imagem de velhinha com cerca de 75 anos, olhar apagado, abrir e fechar de maxilar - demasiado frequente - ombros irrequietos e mão voraz, para sempre na cabeça.

Ali não havia artrite, mas havia cegueira.


Escrito a 8/6/2010


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Post no blog

O Rui postou o seguinte seu blog:


Coragem

Ele gostava que fosse líquida e estivesse à venda em packs de 6 no Pão de Açúcar. Seria chegar, pagar, beber e tomar as decisões, manter as posturas e fazer o que se tinha a fazer.

Não tinha de ser forçosamente comercializada, podia ser dada pelo Estado, como moeda de troca por nos sugar até ao tutano. Tutano esse que muito precisa da dita coragem.
Mas isso seria encostar e ser subsidio-dependente.

E ele não queria. Queria ter coragem e não ser vampiro. Toda a gente pode ser vampiro.
Independente da forma como seria embalada, essa coragem - pensava ele - tinha de estar à mão.

Para casos como o dele. Para ele se ir embora. Para dizer chega. Para perceber que gostar mais dos outros do que dele é sabotagem. É dilacerante. É a pior coisa do mundo.
É preciso coragem para lutar sozinho mas muito mais, na opinião dele, para deixar de lutar.

Dizer: Não consigo. Não vou mais. Estou esgotado. Desisto.

Ele sabia. Sabia que essa coragem não estava à venda. Que não se encontrava sentada no metro nem em salas com luzes difusas e líbidos acesas. Não podia ser polvilhada em cima de bolos nem lhe iria enviar um friend request no facebook.

Provavelmente nem existia. Tinha de ser inventada. Como no dia em que alguém inventou a mentira. Conceito estranho mas de uma aplicação prática estonteante.

Ele inventou a coragem de ir embora. Não é líquida. Não é só sólida. Parece gasosa e sustenta-nos.

Tem de registar a patente, porque no amor, se dois falham, a coragem não pode falhar. Mesmo que seja, para perceber, quando é tempo de virar costas e seguir em frente.


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Rui escreve no blog

Já tinham saudades de o Rui escrever no blog,certo?
Aqui vai o que ele escreveu:

Wong to Walk
Eles dançavam de fraque. Elas dançavam usando vestidos coloridos, longos e comprimidos numa tentativa de imitar aquilo que em tempos viram em videoclips.
Lantejoulas voavam, havia lutas de copos perto do buffet e houve quem quase caísse à piscina. Mas o importante é que dançavam.
Fiquemos por ai. Dançavam e acreditavam que naquela noite, as músicas que ouviam eram suficientes para sustentá-los, para preencher vazios e para aproximá-los de uma qualquer felicidade ilusória que se dobrava, que se metia em caixas e que tinha como empregador o Sr. Chen.

Os casamentos têm este efeito nas pessoas. Quem nunca almejou a felicidade fica morto por apanha-la e possuí-la (como se de um bem se tratasse). E aqueles que já a desejavam e que até, se calhar, a tinham no facebook, analisam o que têm e vêem que provavelmente aquilo que existe, jamais poderá ser vestido de branco.

Há quem se una em casamentos. Há quem encontre o amor da vida delas debaixo de uma cadeira a ter uma conversa demasiado intíma com o soalho. Ou o amor daquele momento.

Porque os amores são isso, coisas de momento. Podem ser momentos que duram 25 anos ou 3 horas. Mas são isso. Há sempre outro, noutra sala, noutro lugar, a falar com um tipo de soalho diferente.

Naquele dia, os senhores que dançavam de fraque beijaram quem não deviam. Tocaram em quem não podiam e repetiram a sobremesa quando não era suposto.
Por sua vez, as meninas que dançavam com vestidos de cerimónia e penas na cabeça deixaram-se seduzir e depois barricaram-se na casa de banho. Onde contemplaram a enormidade do que tinham feito e arrancaram cabelos à procura da pílula que àquela hora ainda não tinha feito cinquenta anos.
Alguns senhores e algumas senhoras procuraram dentro de outro nicho de mercado e fixaram-se, porque era preciso ser feliz.

Era preciso entrar nesta frequência aparentemente extravagante, intoxicante e profundamente estável do amor deste outro senhor e desta outra senhora vestida de branco.

E por isso dançou-se demais, bebeu-se demais e chateou-se a mulher de borracha que vivia dentro de uma caixa.

Wong, a contorcionista - também chamada de felicidade nos trópicos - alinhou, mas não ficou muito tempo.
Acho que ninguém a levou a passear - toda a gente conhece o síndrome de falta de passeio das contorcionistas - mas saiu da caixa e ficou por ali, até porque gostava de manga e a mãe sempre lhe dissera que nunca se diz não a um sortido de frutas.
Alinhou. Sim, por umas horas alinhou. Fizeram-na dançar o "crazy little thing called love". Beberam uns gin tónicos com ela e sei de quem a tenha visto a cantar word by word o New York da Alicia Keys.
Quando chegaram as Non Stop, Wong achou por bem retornar à caixa.
Até porque tinha coisas para arrumar.

Elas diziam para toda a gente sonhar. Acho que foi em vão. O modo onírico estava on há muito tempo. E isso, por aquela noite bastava.

Quanto à Wong, na caixa ficou. À espera de uma ocasião propícia para largar o circo, assentar com algum rapaz e ter freaks pequeninos de olhos em bico que não precisam sequer de tentar, para tocar com a língua no cotovelo.
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Post de Apresentação


Olá. Eu sou a Iris, podem tratar-me por Nicky,se quiserem. Eu decidi criar este blog para apoiar o Rui Maria Pêgo, um dos apresentadores do programa inesquecível, o Curto Circuito. Depois de pesquisar algumas coisas sobre o Rui vi que não havia nenhum blog a apoiar o Rui, e decidi criar um.

Informações sobre o Rui:
Concorreu ao CC Casting em 2008 e foi o vencedor da 5ª edição do mesmo. Não gosta de crouchet nem origami.
Em relação à música: Mesa Imogen Heap Rock Kills Kid Buraka Som Sistema The Perishers Death Cab for Cutie Kasabian Tunng MGMT Heróis do Mar Klaxons Empire of the sun Adele Deolinda Sufjan Stevens Arctic Monkeys Paolo Nutini Lily Allen Amy Winehouse Kate Nash Tracy Chapman Kings of Convenience Tribalistas Feist The Bravery Tiago Bettencourt&Mantha The Wombats.
Programas de TV que mais gosta: Nip/Tuck, The O.C., Dirt, Brothers&Sisters, Heroes, Grey's Anatomy, Will&Grace, Buffy the Vampire Slayer, American Dad, Cold Case, Family Guy, The Tudors, Rome, Six Feet Under, Alias, That 70's Show, Ally McBeal, Cold Case, The L-Word, Damages, The Sopranos, The Simpsons, My Family, Gato Fedorento, Coupling, Gossip Girl, Dirty Sexy Money, Life as we know it, Californication, Dexter, Skins, In Treatment, Weeds, Arrested Development, Daily Show with John Stewart, Conan O'Brien.
Signo do Zodíaco: Aquário, faz anos dia 21 de Janeiro.


Vou tentar actualizar o blogue com notícias sobre o Rui sempre que possível.

Em breve uma imagem decente e uma máscara mais gira.
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